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Tutorial de Colorização Digital – Parte três (Por Tom Richmond)

Categorias: Ilustração, Tutorial, Uncategorized — rogerio @ 10:39 pm

Construindo com águadas

Agora começamos pintura verdadeira. Iniciaremos com os tons de pele. A solução para selecionar as áreas de tom de pele são fáceis, todas são definidas pela cor base que aplicamos.

Antes de continuarmos, o Tom Richmond fez o upload das amostras de cores básicas do Photoshop para quem se interessar em baixar. Não está bem organizada, ele adciona as cores a medida que trabalha aos poucos a medida que ele vai usando muito ele não as apaga mais, então está tudo espalhado, mas está lá.

swatches.jpg
Clique para baixar o arquivo das amostras de cor

Usuários de Mac apenas precisam clicar a imagem e escolher aonde salvar. Usuários de Windows clique com o botão direito e escolha “Salvar destino como” e a o local onde será salvo. Copie para a sua pasta “presets” no diretório do Photoshop do seu HD, e então poderá carregá-lo como desejar no Photoshop.

Primeiro tenha certeza que está na camada “Figura”, selecionei com a ferramenta Varinha Mágica (Magic Wand) e cliquei nas áreas de tons de pele para selecioná-las. Você pode selecionar cada área individualmente enquando pressiona a tecla Shif, porém é mais fácil ir na barra de menu do Photoshop (quando a ferramenta Varinha Mágica [Magic Wand] está ativa) e desmarcar a caixa de confimação (checkbox) “Continuo” (Continuos). Agora clique na base dos tons de pele e será selecionado todas as área de pele da imagem.

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Área de pele selecionada

A linha pontilhada em volta da seleção me deixa louco, então eu as oculto com command+H (Alt+H). Ela continua lá, porém invisível.

Também preciso de ‘ligar’ o controle de pressão da caneta para a opacidade da cor que estou pintando com. Novamente eu acesso o menu na aba Configurações de Pincéis (Brush Presets) no canto superior direito da barra de menu do Photoshop, e seleciono “Outras Dinâmicas” (Other Dynamics). Sob “Variações de Opacidade” (Opacity Jitter) eu configuro a opção “Controle” (Control) para Pressão da Caneta (Pen Pressure). Confirmo que a opção “Outras Dinâmicas” (Other Dynamics) está selecionada. Agora quanto mais forte eu pressiono a minha caneta maior será meu pincel e mais opaca será a cor que estou utilizando.

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Agora posso me ocupar com a construção da cor. Minha aproximação básica é selecionar as cores e adcioná-las no topo da cor de base para adcionar tanto os valores escuros como os claros para criar sombras, luzes e inserir outras cores como vermelhos, verdes e outros para cirar um efeito parecido com aquarela. A melhor maneira de demonstrar isso é através de um video, portanto aqui está a captura do video da construção do rosto e do braço desta imagem. A qualidade dos videos do YouTube é limitada, e o resultado não é necessariamente o ideal, mas dá para pegar a idéia. Todo o processo aqui leva uns 16 minutos, mas o tempo foi reduzido para próximo de cinco.

Começo com um escuro bem suave na pele, e inicio uma aguada suave no início da sombra. Devido a opacidade da cor ser controlada pela pressão da caneta, posso pegar algumas suaves e sutis transições da pele para a sombra. Nesse momento mantenho a configuração de opacidade totalmente em 100%, e utilizo apenas o controle da caneta para as mudanças de opacidade. Possui uma ampla amostra de tons de pele que utilizo, a maioria são varições de marrom e bordô para as misturas de sombra com a base da pele, escurecendo cada vez mais nos valores. O mesmo com as luzes, contudo elas possuem mais claros do que a cor de base da pele. Continuo trabalhando as partes escuras até a sombra mais fechada, e então adiciono luzes nas áreas de luz através do branco. Eventualmente coloco outras cores. Adciono vermelho para o nariz, orelhas e bochecas selecionando uma amostra de vermelho brilhante, e então abaixo totalmente a opacidade do pincel para 20% (barra de menu do Photoshop, “Opacidade” (Opacity): caixa deslizante no canto esquerdo da barra). Isso cria alguns vermelhos luminosos sem me transformar no Rudolph (N.T.: a rena do nariz vermelho do Papai Noel). Faço a mesma coisa quando adciono algum azul/verde para a área da barba. Nesse momento configuro a opacidade em 10% depois de selecionar uma amostra de azul/verde escuro. Em algum momento eu utilizo o branco para pintar os olhos e dentes, então adciono alguma cor neles também.

Todo o processo é sobrepor camadas, para criar uma aparências de pintura. A aspecto digital é removido pelas técnicas e o processo de impressão. Há uma ‘fusão’ que ocorrre quando o trabalho é impresso, e isso é adcionado ao efeito geral. Então, por mais que vemos um amontoado de marcas digitais, de limites e dos círculos da ferrmenta Pincel, muito irá desaparecer no processo de impressão. No final adcionaremos alguma iluminação para trazer as cores do ambiente em volta do rosto.

Sem problemas em aplicar o mesmo processo para áreas diferentes. Agora podemos selecionar a camisa, por exemplo, e iniciar a construção dessa. No caso do objeto ter apenas uma cor sólida, o Conta Gotas (Color Picker) se tornará uma boa maneira de se encontrar boas cores de sombras e luzes. Duplo clique na amostra de cor principal no rodapé da paleta de Ferramentas (Tools) sempre trará o Conta Gotas (Color Picker). Após utilizar a ferramenta Varinha Mágica (Magica Wand) para selecionar o vermelho da camisa, mudo para a ferramenta Pincel (Brush).

A partir desse ponto utilizaremos os atalhos do Photoshop. A mudança constante de várias paletas para selecionar ferramentas diferentes se torna tedioso e consome muito tempo. O Photoshop possui muitos atalhos para tornar sua vida mais fácil. Deixo o o teclado à minha esquerda e a minha caneta na minha mão direita, utilizo a minha mão esquerda para acessar os atalhos. Por exemplo, cada ferramenta corresponde a uma letra para se mudar de ferramenta ao pressioná-la. A tecla “B” muda para a ferramenta Pincel, “M” muda para a ferramenta de Seleção. “W” é a Varinha Mágica. Pressionando e segurando a barra de espaço modifica o cursor para a ferramenta Mão (Hand), que é utilizada para deslocar pela imagem. Existem outros atalhos que trabalham diferente dependendo da ferramenta que você escolheu. Uma que utilizo bastante são as teclas de colchete ‘[' e ']‘. Quando se usa a ferramenta Pincel, pressionando o colchete da esquerda ‘[' diminui o tamanho do pincel, enquando que o outro colchete ']‘ aumenta o tamanho. Isso ajuda muito quando se quer mudar o tamanho do pincel quando se está pintando sem ter acesso ao menu de Configurações de Pincel.  Outro é a tecla “Option” (ALT para o PC) quando se utiliza a ferramenta Pincel. Segurando a tecla a ferramenta muda para o Conta Gotas (Eyedropper), e permite mudar de cor rapidamente na ilustração. Isso é muito útil quando se está misturando duas cores, ou apenas mudando de cores sem precisar de acessar as amostras. Existem vários outros. Tenho uma série de botões de função do lado da minha Cintiq que são customizáveis, e tem alguns desse atalhos progamados para se ter acesso facilmente.

De volta ao trabalho!  Utilizando o atalho “Option” (Alt para PC) eu uso o Conta Gotas (Eyedropper) para mudar a o vermelho da camisa. Agora dou um duplo-clique na caixa da cor principal e trago o Color Picker, movendo o círculo com a graduação da caixa de gradiente, posso modificar para um vermelho mais escuro, e começar a usá-lo para adicionar sombras águadas.

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Com a área vermelha ainda selecionada, posso pintar sem sair pra fora dos limites. Construi valores com várias graduações águadas de cores escuras, e fui na outra direção para a área de luzes.

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Você pode ver as áreas de luzes/sombras adcionadas na camisa.

Agora vamos para o jeans. Novamente, uma seleção rápida da área com a Varinha Mágica (Magic Wand). Então o conta-gotas muda para o azul base. Um duplo clique do Misturador de Cores (Color Picker), e moverei para um valor mais escuro.

color-picker-blue.jpg
Using the Color Picker to get some Blue Jean shadow colors

Na pintura… O mesmo processo que fiz com a camisa. Com a cor do jeans selecionada (deixei a seleção a vista dessa vez para que possa ver) comecei a pintar com valores escuros, construindo as sombras e definindo as formas.

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Trabalhando as sombras

Então adcionei mais aguadas de um tom escuro. Eventualmente fui para as áreas de luz. Aqui mudei para um pincel mais ‘riscado’ para simular a textura do jeans.

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Luzes e sombras profundas adcionam forma e profundidade

Vou para os tênis, seguindo a mesma ideia… Uso um branco puro e o controle de opacidade da minha caneta para ‘lavar’ em valores luminosos e então adcionar alguns tons escuros.

Agora que eu finalizei com a figura, posso ir para uma camada diferente. Mudei para a camada “Tamborete”, selecionei a cor com a ferramenta Varinha Mágica (Magic Wand) e adcionei alguns valores simples para definir as pernas e a fonte de luz para a mesinha. Criei algumas graduações utilizando águadas. Usualmente prefiro águadas no estilo aérografo do pincel, ele dá uma impressão de pintura a mão à arte. Também adciono alguns valores e luzes para as canetas, canecas e tinteiro.

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Agora vamos para a camada “Mesa, Cadeira e Lâmpada”, começamos selecionado individualmente as cores de base dos objetos, escolhendo os valores escuros e claros para pintar e começar a construir.

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Começando com a borda superior da mesa…

Por exemplo, selecionarei o azul da cadeira e começo a definir as sombras e algumas luzes com águadas.

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Construindo a cadeira

Então trabalharemos a mesa, lâmpada e papel. Utilizo um pincel macio do aérografo para as sombras do papel.

table-and-lamp-render.jpg
Lâmpada e base da cadeira sendo trabalhada…

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A sombra do papel e mais alguns detalhes da mesa são adcionados.

Finalmente, adciono a cor de fundo e as sombras da mesa e da cadeira no chão na camada “Fundo”.

background-shadow.jpg
Uma simples águas de azul e uma sombra de um púpura expressivo no fundo

Agora tenho toda construção básica pronta. É tempo de começar a adcionar as luzes finais.  Ao contrário das luzes de construção dos elementos individuais, isso incluirá cores do fundo, e ajudarão a destacar os elementos com luzes refletidas ao longo das bordas. Primeiro criamos uma outra camada, chamada “Luzes” logo abaixo da camada “Arte-final”.

highlights-layer.jpg

Agora adicionamos algumas luzes refletidas nas minhas costas, rosto, cabelo, no topo dos braços e outras áreas. Utilizo um azul claro do fundo selecionando ele com o Conta-gostas (Eyedropper), incorporando alguma cor da área em volta que ajudará a unir outros objetos no ambiente como um todo.

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Adicionarei um pouco mais de brilho, alguns pontos de luzes quentes de branco puro aqui e ali como queira na camada. Porque essa camada continua abaixo da camada “Arte-final”, não bagunçara com as linhas da arte.

Agora, entretanto, quero adicionar luzes que irão cobrir alguma linha do desenho, então crio outra camada de luzes, essa chamada de “Luzes 2″ , acima da camada da arte final. Aqui adicionaremos alguns destaques no cabelo que eu quero trabalhar no topo das linhas traçadas. Coisas como meu cabelo grisalho, por exemplo.

second-highlight-layer.jpg

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Destaques finais adicionados

Parece que terminei. Um trabalho simples e rápido. Poderia gastar mais um pouco de tempo adicionando uns reflexos das cores de fundo no meu cabelo e outras áreas, mas para o que eu preciso está bom.

It's Me!
O produto final. Clique para uma versão maior…

Espero que todos curtam o tutorial, obrigado pela visita.

Bem aqui termina a tradução do Tutorial sobre colorização digital, se alguém tiver sugestões e melhorias, entre em contato. A idéia é sempre ter uma referência por aqui, seja de software, técnicas ou outra coisa semelhante.

Abraços a todos!

Fonte original: Digital Color Tutorial Part Three | Tom’s MAD Blog.


Tutorial de Colorização Digital – Parte 2 (por Tom Richmond)

Categorias: Ilustração, Tutorial — rogerio @ 1:53 pm
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Depois de um looooooooongo período que eu postei a primeira parte desse tutorial, agora estou traduzindo a segunda parte e pretendo ir traduzindo outros tutoriais do Tom Richmond sobre arte-finalização e caricaturas e, quem sabe, alguns outros que encontrar na net.

Vamos lá!

Aplicando a cor base

Quando estou pintando começo por aplicar uma cor base para cada área da ilustração. A cor é um valor médio, que me permitirá trabalhar com tons escuros e claros para atingir a gama de valores. Como não estou trabalhando em uma layer (‘camada’) com as linhas para limitar as cores, eu não posso utilizar a ferramenta Fill, mas terei que aplicar a cor ‘a mão’ usando minha tablet e a ferramenta Pen (Nota do Tradutor: Pode-se utilizar o mouse também, porém o trabalho braçal será maior e tem que se tomar muito cuidado para não ultrapassar os limites). Atualmente eu utilizo uma tablet Cintiq da Wacom, que é uma combinação de uma tablet com sensibilidade a pressão e monitor, onde você pode desenhar e pintar direto na tela usando ponteiras/canetas especiais. Fiz uma resenha da Cintiq aqui, e é uma ferramenta maravilhosa, mas uma tablet Wacom média também fará o serviço.

A cor base não possui variações na opacidade, sendo uma cor sólida. Isto facilita a seleção com a ferramenta Magic Wand (Varinha Mágica), por isso posso selecionar qualquer área que estou pintando com apenas um clique. Como mencionei, mantenho os valores dessas cores bases em um valor intermediário dos objetos ou da área descrita. Por isso posso pintar em uma direção ou outra, com um valor sensato, para construir a area e criar profundidade e interesse.

Meu primeiro passo será criar uma camada para cada grupo diferente de áreas que irei pintar. Costumo apenas aplicar todas as cores na camada de fundo, porém ultimamente aprendi a importância de se trabalhar em diferentes camadas. É muito mais fácil fazer correções desse jeito. Mantenho isso simples, porque é muito fácil misturar em cada camada que você está pintando e causar problemas. Normalmente penso nas condições de profundidade de campo relativo aos objetos na ilustração quando determino minhas camadas… uma camada para os objetos que se encontram na frente, uma para os que estão em posição intermediária, etc. Com esse passo simples, do mais próximo aos mais distante, crio a camada para o tamborete (N.T. no original tamborete, pela pesquisa que fiz o significado seria esse, se alguém souber de alguma tradução melhor, pode informar), uma para a figura, e uma para a mesa e a cadeira. Utilizo a camada de fundo para a sombra no chão e para pintar os elementos que colocarei abaixo de tudo. A camada acima de todas é a “Arte-final”, mais pra frente adicionarei algumas camadas de luzes acima dessa.

Como planejo pintar primeiro a figura, criaremos essa camada. Com a camada “Fundo” ativa, iniciaremos clicando na setinha no canto superior direito na paleta Camadas (Layers), e selecionar “Nova Camada” (New Layer).

newlayer.jpg

Chamaremos essa camada de “Figura”. Modo de Mistura (Blending mode) normal. Agora temos uma camada em transparente entre as camadas “Fundo” e “Arte-Final”.

figure-layer.jpg

Note que eu costumo pintar as minhas imagens com 50% de zoom, não em 100%. Há 300 DPI e no tamanho de impressão, uma imagem a 100% de zoom é fisicamente mais larga na minha tela do que será impressa. Isso é ainda mais verdadeiro com a Cintiq. Se eu trabalhar com 100% de zoom, acabarei pintando detalhes, e gastando muito tempo nisso, e na impressão será muito pequeno para se ver. Até onde sei tenho gasto uma hora construindo uma face na largura da MAD que tinha apenas metade da altura na impressão, mas na minha tela era 3 polegadas (7,62 cm) de altura, e todo o esforço que coloquei lá foi perdido. É uma grande perda de tempo.  Há 50%, o tamanho físico da imagem na minha tela é grosseiramente falando 105% do tamanho atual de impressão, o que é perfeito para pintar detalhes que serão efetivos e não serão perderá tempo em detalhes que se perderão na impressão. Ocasionalmente poderá utilizar o zoom em 100% para alguns detalhes finos no momento, mas 50% é o que a maioria dos trabalhos pedem. Essas configurações dependerão muito da sua resolução, portanto experimente achar um tamanho de zoom adequado para a sua tela.

Hora de adicionar as cores. Começaremos por selecionar o pincel e a cor.

Utilizo a paleta básica de pincéis que vem com o Photoshop. Eles são versáteis e nunca senti necessidade de criar pincéis personalizados para essa técnica em particular. Usualmente escolho os pincéis de bordas nítidas, mas também utilizo as gradações do tipo “aerógrafo” (airbrush) como alguns dos pincéis riscados (scratchier no original) para determinados efeitos. Utilizar a sensibilidade de pressão da tablet para controlar a opacidade da cor será uma parte muito importante da técnica mais pra frente, porém no momento não utilizaremos para isso. Então temos que ajustas as configurações do pincel antes de iniciarmos a pintura.

Selecionei a ferramenta Pincel (Brush) da Paleta de Ferramentas (Tool Palette) do Photoshop. Selecionei um pincel apropriado da Paleta de Pincéis configurados (Brush Preset Palette). Você pode acessa-lá clicando na janela de seleção da caixa Pincéis Configurados (Brush Preset) no canto superior esquerdo da barra de menu, mas o melhor meio é programar o ‘botão’ da caneta Wacom, o que fica ao lado do pincel, para o clique direito. Quando estiver utilizando um pincel, o clique direito do mouse mostra a Paleta de Pincéis Configurados (Brush Preset palette), facilitando a troca entre pincéis diferentes. Você configura isso fora do Photoshop através das “Preferências de Sistema: Wacom” no MAC ou no “Painel de Controle: Wacom Tablet”. Desse jeito quando estiver usando o pincel, um simples clique nesse botão te dará acesso ao seletor de Pincéis Configurados (Brush Preset).

brush-tool.jpg brush-presets.jpg

O próximo passo nós ‘desligaremos’ o controle de pressão para opacidade. Utilizaremos nesse ponto apenas o controle de tamanho para facilitar a pintura. Ao longo do canto superior direito da barra de menu do Photoshop possuem várias abas para diversas janelas de configurações. Uma delas é chamada “Pincéis” (Brush). Selecione-a e aparecerá uma janela com varias opções para se escolher para cada pincel. Desmarque “Outras Dinâmicas” (Other Dynamics).

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Isso desligará o controle de sensibilidade da pressão (se estiver selecionada) para a opacidade da cor. Agora não importa quanto mais pressão colocarmos na caneta, sempre teremos 100% de cor sólida. Queremos que o tamanho do pincel seja controlado pela pressão, portanto, o mais forte apertarmos, maior será o tamanho do pincel que conseguiremos. Para ter certeza que está selec
ionado, temos que voltar à janela de Pincéis Configurados (Brush Preset), e selecionar Forma Dinâmicas (Shape Dynamics). Abaixo de “Variações de Tamanho” (Size Jitter) há um menu de seleção para “controle” (control). Tenha certeza que “Pressão da Caneta” (Pen Pressure) está selecionado.

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Agora temos que selecionar a cor. Começaremos pelo tom de pele. Tenho uma base de tons de pele configurados como amostra na minha paleta de Amostras (Swatches).

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No formato CMYK, é C: 0, M: 18, Y: 24, K: 0. Acho que é uma boa base para cor de pele para impressão, mas outros um tom mais claro ou rosado. Independente disso, comecei aplicando cor na camada “Figura” para as áreas de tons de pele. A espessura da linha esconderá os limites, portanto minha precisão é necessária apenas uma variação do livro “fique dentro das linhas”. Uma vez que a pintura da pela acabou, posso ir pra a próxima área, como a camisa. Seleciono um vermelho/laranja quente e continuo aplicando as cores bases.

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base-color-closeup.jpg
Tons de pele finalizado e camisa vermelha em progresso

Continuarei nessa camada até que tenha preenchido todas as áreas com a cor base. Geralmente deixo o cabelo até que o fundo esteja completo,  como na natureza eu deixo para visualizar alguma coisa do fundo através dos cabelos. Coloco um pouco de cor base em algumas áreas de cor para começar. Agora nos elementos da cadeira e da mesa. Primeiro crio uma nova camada,  que chamaremos de “Mesa, cadeira e lampada”:

table-layer.jpg

Voltando a pintar. Escolher as cores é importante mas as mudanças tem que ser facéis de se fazer depois, portanto é muito importante continuar. Entretanto quando escolho as cores procuro ter todo o efeito em mente. A paleta de amostra de cores padrão do Photoshop não é muito sutil. A maioria delas são como cores primárias… muito fortes e puras. Na vida real não se tem vê muito dessas cores geralmente. Cartoons são quase como a vida real, mas injetar um pouco mais de sentimento à sua paleta irá melhorar a sua arte. Como estou usando uma cor sólida nessa parte, é fácil brincar com as cores utilizando a ferramenta Preenchimento com Balde de Tinta (Paint Bucket Fill).

Digamos que eu tenho um vermelho que eu quero menos vibrante e mais apagado. Posso selecionar um verde na paleta de Amostras (Swatches), modificar a opacidade da ferramenta balde de tinta para 10% ou no canto superior direito da barra de menu do Photoshop, e clicar na área vermelha para adcionar 10% de verde. o resultado poderá ser o que estou procurando, ou posso clicar command+Z (alt+Z) e tentar uma cor diferente.  Outro jeito de se fazer isso é utilizar o Misturador de Cores (Color Picker).  Está é uma paleta que permite que você selecione uma cor em termos de valor de saturação utilizando um gráfico de graduação de cor. Utilizo muito isso na fase de construação.

Agora gostaria de fazer a cadeira aqui com um azul escuro, mas quero um azul acinzentado, ou apenas não o azul saturado da paleta de amostras. Seleciono a amostra do azul que é próxima da que eu procuro. Então eu dou um duplo clique na caixa de cor de fundo que contém essa cor na parte de baixo da minha caixa de Ferramentas (Tools). A caixa do Misturador de Cores (Color Picker) aparecerá.

color-picker.jpg

Você verá uma caixa grande com um preenchimento graduado nela.  No canto superior esquerdo é o branco puro, no canto inferior esquerdo é o preto puro. Sua cor é indicada nessa área por um pequeno círculo. Movendo esse círculo com o seu cursor, você poderá modificar essa cor… deixando-a mais clara, escura, mais ou menos saturada.  Você verá a diferença na pequena caixa, onde a nova cor é representada na caixa superior e a cor original na inferior.  Isso é muito útilo para selecionar diferente valores da mesma cor básica, ou satuar/desaturar a cor. Aqui eu pego um escuro bem suave, menos saturado do meu para a cadeira.

Depois que terminar com a mesa, cadeira e a lampada, crio mais uma camada para o tamborete, e seguindo os mesmos passos básicos eu colocas cor na área na nova camada “Tamboret” (Taboret).

Uma vez que eu terminei com as cores básicas, posso fazer correções e modificar as cores facilmente, selecionando as cores com a ferramenta Varinha Mágica (Magic Wand) e utilizar a ferramenta Balde de Tinta (Paint Bucket) como descrito acima, ou “Imagem: Ajustes: Hue e Saturação ou Balanço de Cor” (Image: Adjustments: Hue and Saturation ou Color Balance), etc. Existem vários meios de se brincar com as cores.

ready-to-render.jpg
Cores bases aplicadas

Agora estamos prontos para começar a ‘construção’, onde eu começarei a realmente a pintar e usar o contrle de pressão da caneta e da tableta para criar o visual de aquarela/águada que estou querendo.

Primeira parte do Tutorial: Tutorial de colorização digital – Parte 1 (por Tom Richmond)

Em seguida a terceira parte.

Post original do Blog do Tom Richmond: Digital Color Tutorial Part Two | Tom’s MAD Blog.

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Tutorial de colorização digital – Parte 1 (por Tom Richmond)

Traduzi esse tutorial do Blog do Ilustrador Tom Richmond, o tutorial no original se encontra aqui: http://www.tomrichmond.com/blog/?p=856

Bem, essa é a minha primeira tradução, portanto se existir algum erro ou equívco, me perdoem e avisem que o erro será corrigido.

Iniciaremos com um trabalho já arte finalizado que pretendemos pintar. Estou usando está auto-caricatura feita para propósitos promocionais. É uma imagem simples, descomplicada e não há literalmente nenhum fundo, portanto é a ideal para essa demonstração da técnica de colorização digital que eu utilizo para a MAD e outros clientes. Se você está preocupado com o processo de arte-finalização, cheque o meu tutorial de arte-finalização, de alguns meses atrás, de como se chegar a uma peça arte-finalizada e limpa.

Estou utilizando Photoshop CS2 em um Mac Pro, rodando o sistema operacional OS X. Todos processos funcionarão no Photoshop em um PC, e eu indiquei os atalhos do PC em parênteses. Eu pensei nesse tutorial que alguns leitores não são íntimos com alguns elementos básicos do Photoshop, então inclui alguns conceitos e passos simples. Minhas desculpas aos Profissionais do Photoshop que passarão por essas partes.

Trazendo a Arte Final para o Photoshop

O primeiro passo é escanear a arte-final para dentro do Photoshop para pintar. Desde que as configurações relativas para isso dependem ao tipo de scanner e o software para captura utilizado, é desnecessário a captura de tela para essa parte. Eu utilizo um Microtek Scanmaker 9800 XL e o seu software Scanmaker Pro, portanto qualquer configuração que eu especificar para essa combinação é restrita a esse hardware e software. Você terá que experimentar qual será o melhor efeito para o seu equipamento e software.

Eu digitalizei essa arte em escala de cinza, não como linha de arte (line art no original). A razão para isso é que terei um toque suave e delicado às linhas e terei traços definidos e leves. E também me permitirá brincar com a densidade das tintas… Eu utilizarei uma tinta com 50% de diluição (transparência) para alguns elementos de fundo, por exemplo. Eu configurei meu Intervalo Dinâmico (Dynamic Range) do software de digitalização : Densidade do Historiograma (Density Histogram) para 1.40D and .05D para uma densidade consistente de preto, e digitalizei a 300 DPI. Eu não precisei de digitalizar em uma altíssima resolução porque meus trabalhos são sempre desenhados e arte-finalizados a 150 para 200%.

Uma vez digitalizado eu poderei brincar um pouco com os níveis (Menu -> Image -> Adjustments -> Levels) [Menu -> Imagem -> Ajustes -> Níveis], ajustando a barra da direita gentilmente para o escuro (para a direita) e o alto-contraste (para a esquerda) para reduzir qualquer sobra dos traços a lápis que tenham sobrado e que a minha borracha não tenha apagado. Então utilizarei a ferramenta borracha para ‘limpar’ a imagem e consertar alguns erros que teria que ter apagado se eu não fosse tão relaxado. Uma vez que minha imagem está limpa e pronta, é tempo de separar a arte final para a sua própria camada.

Digitalizado, limpo e pronto para o trampo


A técnica que eu uso é altamente dependente que as linhas fiquem ‘sobrepondo’ as cores, então não são de nenhuma maneira misturadas e permanecem fortes. Para isso, eu aplico a maioria das cores entre as linhas, como se fosse uma célula de animação. Colocar as linhas em sua própria camada é fácil utilizando um truque que eu li em um livro de dicas de Photosho, que infelizmente eu não consigo lembrar o nome. Aqui estão os passos:

Comece duplicando a arte final dentro de outra camada utilizando ctrl+clique (clique direito para o PC) na camada de fundo (Background Layer) na paleta de Camadas e selecione ‘Duplicar camada’ [Duplicate Layer]

Nomeie essa camada “Linhas” (ou “Fred”, se você quiser….)

Você terá a arte final em uma camada acima do fundo, que também conterá a mesma arte-final.


Em seguida você terá que remover o ‘branco’ do papel da sua camada “Linhas”, deixando apenas as linhas. O modo fácil para fazer isso é mudar o modo de camada de “Normal” para “Multiply”. Para fazer isso, selecione a camada “Linhas” na janela Camadas e clique na caixa de seleção diretamente na aba da janela. Lá terá diferentes opções para o modo de camada. Selecione “Multiply”.

Imediatamente você verá as linhas escuras e engrossarem. Não se preocupe, nós arrumaremos isso. O modo “Multiply” possui o efeito de pegar todos os valores e cores da camada e fazê-los como se estivessem impressos em um pedaço de acetato ou plástico. O que estiver entre as camadas ficará combinado com o que estiver na camada Multiply. AS exceções são o
s pretos puros, que são opacos, e o branco puro, que se tornarão totalmente transparente. Os cinzas das escala de cinzas da imagem se tornarão translúcidos e combinarão com a camada abaixo que será sobreposta… nesse caso a arte final original. Ai está o porque das linhas parecerem grossas e escuras.


Eis que de repente tudo fica escuro…

Isto é fácil de corrigir. Selecione “Background” [fundo] na janela Camadas [Layers]. Pressione Command+A (Alt+A para o PC) para selecionar a camada inteira. Pressione “Delete” para apagar a imagem na camada Background. Pressione Command+D para retirar a seleção. As linhas da imagem são pretas e as linhas na densidade correta.

Bem Melhor!

Os passos finais antes de começarmos a pintar é mudar o modo de cor e modificar o tamanho da imagem para a impressão. Na barra de Menu, selecione “Imagem” [Image], então “Modo” [Mode], então selecione o modo de cor que quiser. Se for para impressão, eu sempre vou direto para CMYK. Se for para web ou para visualização na tela do computador, utilize RGB. Será perguntado se quer achatar a imagem (Flatten Image). Selecione “Não quero achatar a imagem”. A arte continuará no tamanho que foi originalmente digitalizada, e desde que eu sempre faço minhas arte-finais em 150% para 200% do tamanho final é necessário reduzir. Selecione “Imagem” [Image] novamente na barra de menu, então “Tamanho da Imagem” [Imagem size]. Permaneça com 300 DPI, eu modifiquei as dimensões físicas pela porcentagem ou pela alteração de uma das dimensões na área de “Tamanho do Documento” [Document Size]. Tenha certeza que as caixas “Mantenha as proporções” [Constrain Proportions] e “Redimensione a Imagem” [Resample Image] estão selecionadas. Nesse caso eu apenas reduzi de 8 para 5 polegadas (20,3 cm para 12,7 cm) lateralmente. A altura é ajustada automaticamente.

Nós temos agora a nossa imagem pronta para receber as cores. As linhas em sua própria camada, a imagem em seu modo de cor e dimensionada para impressão.


Pronto para as cores!




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